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Em todo o mundo, estima-se que: uma em cada seis pessoas terá um AVC; a cada segundo uma sofre esta enfermidade; e a cada seis segundos esta doença é responsável pela morte de alguém.  Por ano, 15 milhões sofrem um AVC e, […]

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O AVC- acidente vascular cerebral é a principal causa de morte em Portugal. Em todo o mundo, estima-se que: uma em cada seis pessoas terá um AVC; a cada segundo uma sofre esta enfermidade; e a cada seis segundos esta doença é responsável pela morte de alguém. 

Por ano, 15 milhões sofrem um AVC e, desses, seis milhões não sobrevivem. De acordo com a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral, Portugal é, na Europa Ocidental, o país com a mais elevada taxa de mortalidade, sobretudo na população com menos de 65 anos.

O AVC resulta da lesão das células cerebrais, que morrem ou deixam de funcionar normalmente, pela ausência de oxigénio e de nutrientes na sequência de um bloqueio do fluxo de sangue (AVC isquémico) ou porque são inundadas pelo sangue a partir de uma artéria que se rompe (AVC hemorrágico). Os isquémicos correspondem a cerca de 4/5 do total. As células do cérebro morrem pouco tempo depois da ocorrência desta lesão. Contudo, pode durar algumas horas se o fluxo de sangue não estiver completamente interrompido. Por essa razão, é fundamental agir rapidamente de modo a minimizar as lesões cerebrais.

Existe também uma outra forma de duração mais reduzida, inferior a 24 horas, que se designa por acidente isquémico transitório (AIT). Nestes casos, o entupimento da artéria cerebral é momentâneo e os sintomas podem durar alguns minutos ou horas. É importante reforçar que, mesmo nos casos transitórios, é fundamental recorrer ao hospital, uma vez que um AIT pode ser o primeiro sinal de um AVC com consequências devastadoras. De facto, uma em cada cinco pessoas que apresenta um AIT irá sofrer um AVC extenso nos próximos três meses. Nunca se deve ignorar um AIT. É ainda comum designar-se o AVC como “trombose”.

Sintomas do AVC

Uma vez que o cérebro controla as funções corporais, os seu sinais irão variar de acordo com a área afetada. Por exemplo, se o AVC atingir a área que controla os movimentos do corpo do lado direito, esse lado irá ficar com a mobilidade reduzida. Como o cérebro também controla os processos mentais mais complexos, como a comunicação, as emoções, o raciocínio e o pensamento, todas estas funções tenderão a ficar afetadas após um AVC – Acidente Vascular Cerebral.

Como ocorre de forma súbita, pela oclusão ou pela rotura de uma artéria, os seus efeitos no corpo são imediatos.

Causas

Os fatores de risco são numerosos e, quanto maior for o seu número, maior o risco de ocorrência de um AVC. Alguns desses indícios não são controláveis, como a idade, o género (mais frequente nos homens) e a genética. Em relação à idade, é importante referir que cerca de 25% dos AVC ocorrem em pessoas jovens. A diabetes, a hipertensão arterial, o colesterol, a obesidade, o sedentarismo, as arritmias, a displasia fibromuscular, o consumo de tabaco e de álcool também aumentam o seu risco.

Diagnóstico do AVC

É simples reconhecer um AVC- acidente vascular cerebral, recorrendo à regra dos cinco F’s. Estes sintomas podem surgir de forma isolada ou em combinação:

  • Face: pode ficar assimétrica de uma forma súbita com uma das pálpebras estarem descaídas. Estes sinais poderão ser melhor percebidos se a pessoa afetada tentar sorrir.
  • Força: é comum um braço ou uma perna perderem subitamente a força ou ocorrer uma súbita falta de equilíbrio.
  • Fala: pode parecer estranha ou incompreensível e o discurso não fazer sentido. Com frequência, o paciente parece não compreender o que lhe é dito.
  • Falta de visão súbita: de um ou de ambos os olhos, é um sintoma frequente, bem como a visão dupla.
  • Forte dor de cabeça: igualmente, é importante valorizar uma dor de cabeça súbita e muito intensa, diferente do padrão habitual e sem causa aparente.

Tratamento

Os medicamentos mais úteis para o tratamento e prevenção do AVC são os anti-hipertensores, os antiagregantes plaquetários e os anticoagulantes. No seu conjunto, estas três classes de fármacos melhoram a circulação e garantem um melhor fluxo de sangue, oxigénio e nutrientes às células cerebrais. A escolha da combinação de fármacos deverá sempre ser realizada pelo médico. Em alguns casos, a cirurgia poderá ser fundamental para desbloquear uma artéria entupida.

Qual a recuperação após um AVC?

Cerca de um terço dos doentes recupera de um modo significativo no primeiro mês mas muitos doentes irão exibir sequelas ao longo das suas vidas.

Contudo, a recuperação irá depender da localização e extensão do AVC mas também do tempo decorrido, razão pela qual é crucial o recurso imediato ao hospital quando existe suspeita do seu desenvolvimento.

A fisioterapia e a alteração no estilo de vida são aspetos importantes para a reabilitação. A manutenção de uma atitude positiva, o suporte profissional e familiar são igualmente peças fundamentais para que tudo possa correr o melhor possível.

Quais as consequências do AVC? 

Vão depender do seu tipo, da localização da artéria atingia, da área cerebral lesionada, do estado de saúde e de atividade antes do episódio. Todos os AVC são diferentes e cada pessoa afetada irá apresentar problemas e necessidades diferentes.

Prevenção

É importante controlar todas as componentes da saúde, verificando regularmente a pressão arterial e o colesterol, não fumando nem consumindo álcool ou sal em excesso, mantendo uma dieta saudável e praticando exercício físico.

O que fazer perante a suspeita do AVC? 

Nestes casos, é essencial ligar imediatamente para o 112, explicando tudo o que se está a passar. O paciente será atendido como prioritário num Serviço de Urgência onde o tratamento será prontamente instituído e o diagnóstico realizado.

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Menopausa https://nunopacheco.pt/patologias/menopausa/ Wed, 19 Jun 2024 09:20:23 +0000 https://nunopacheco.pt/?post_type=_patologias&p=1538  A menopausa corresponde ao fim das menstruações espontâneas e pode ser confirmada após 12 meses consecutivos sem qualquer período menstrual. Trata-se de um processo biológico natural e perfeitamente normal da vida da mulher. Este período assinala o fim da fertilidade. No mundo ocidental, a idade média em que as mulheres atingem a menopausa é de […]

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 A menopausa corresponde ao fim das menstruações espontâneas e pode ser confirmada após 12 meses consecutivos sem qualquer período menstrual. Trata-se de um processo biológico natural e perfeitamente normal da vida da mulher. Este período assinala o fim da fertilidade.

No mundo ocidental, a idade média em que as mulheres atingem a menopausa é de 51,4 anos, podendo ocorrer entre os 40 e os 58 anos. Alguns casos acontecem muito precocemente, perto dos 30, e outros são mais tardios, por volta dos 60 anos. Estima-se que a idade média em que ocorre a menopausa espontânea na população portuguesa ronde os 48 anos. Apesar da esperança média de vida ter vindo a aumentar, a idade da menopausa tem-se mantido constante.

Trata-se da redução na atividade dos ovários, que deixam de libertar óvulos mensalmente. Ao mesmo tempo, os estrogénios começam a ser produzidos em menor quantidade. Este novo ambiente hormonal, quando ocorre de um modo súbito, origina sintomas mais intensos do que se ocorrer de um modo gradual, mais lento.

A primeira expressão da redução significativa da função dos folículos ováricos é o aparecimento das irregularidades menstruais, que podem durar vários anos. Numa primeira fase, os ciclos tornam-se mais curtos, mantendo alguma regularidade; mais tarde, tornam-se irregulares, sucedendo-se ciclos de duração muito variável. A amenorreia (isto é, ausência de menstruação normal) definitiva surge ao fim de algum tempo, quando ocorre a falência ovárica, devida ao consumo total dos seus folículos.

Embora seja um processo normal, as alterações associadas à menopausa apresentam um importante impacto em diversos aspetos da vida da mulher, podendo fazer desta etapa um período bastante difícil.

Sintomas da menopausa

Os sintomas resultam, fundamentalmente, da carência de estrogénios que se manifesta em diversos órgãos e sistemas. Os mais precoces resultam de perturbações vasomotoras, psicológicas e génito-urinárias.

As perturbações vasomotoras correspondem aos “afrontamentos” e suores e são as queixas mais comuns, afetando cerca de 60% a 80% das mulheres, e tendem a ser mais intensas nos dois primeiros anos terminando espontaneamente aos cinco anos de menopausa. Os afrontamentos manifestam-se como uma onda de calor que atinge principalmente a metade superior do corpo seguida, após alguns minutos, por suores frios. Acompanham-se de um aumento da frequência e podem associar-se a vertigens. Não são controláveis pela mulher nem previsíveis.

As perturbações psicológicas traduzem-se na dificuldade em adormecer e em manter a continuidade do sono, bem como na ocorrência de insónias matinais. Pode haver sintomas depressivos, embora não esteja ainda bem definida uma associação entre depressão e menopausa.

As perturbações génito-urinárias traduzem-se na atrofia da mucosa vaginal com secura que provoca irritação e dores associadas às relações sexuais. Há, também, maior tendência para infeções urinárias. Este quadro pode reduzir a libido e a autoestima da mulher, prejudicando a vida em casal.

Os sintomas mais tardios da menopausa ocorrem a nível cerebral, cutâneo, articular, cardiovascular, ósseo e no peso. Neles se incluem maior incidência de doença de Alzheimer e de acidentes vasculares cerebrais, menor elasticidade da pele, com o aparecimento mais intenso de “rugas”, mais queixas articulares, sobretudo a nível das mãos, maior incidência de enfarte agudo do miocárdio nas mulheres a partir dos 50 anos, aumento da ocorrência de osteoporose e ganho de peso. A diminuição dos níveis de estrogénio aumenta ainda o risco de doenças da retina, glaucoma e cancro do cólon.

Causas

Trata-se de um processo normal, relacionado com a idade. Contudo, existem diversos fatores que podem influenciar o seu aparecimento. O tabagismo, a ausência de gravidezes, a exposição a químicos tóxicos, os antidepressivos, a epilepsia são outros fatores que se associam a menopausa precoce. Pelo contrário, a ocorrência de várias gravidezes, o excesso de massa corporal e o elevado QI na infância estão relacionados com o aparecimento mais tardio da menopausa. A genética pode ser importante em todo este processo.

A radioterapia, a quimioterapia, a falência ovárica prematura, na qual a mulher para de produzir hormonas antes dos 40 anos, o tabagismo, o hipotiroidismo, são outras causas para a menopausa mais precoce.

Controlar os sintomas da menopausa

Para muitas mulheres, não é necessário qualquer tratamento porque os sintomas tendem a desaparecer por si ou porque elas conseguem tolerá-los sem grande desconforto.

O controlo dos sintomas da menopausa passa pelo uso de contracetivos de baixa dosagem que diminui os afrontamentos, a secura vaginal e as alterações do humor. Para lá dos tratamentos hormonais, podem ser utilizados medicamentos de outras classes para controlar os sintomas. A sua seleção deve ser sempre individualizada e definida pelo médico.

A introdução de alterações no estilo de vida e na dieta, a prática de exercício físico, a redução dos níveis de stress são algumas estratégias que permitem aliviar os sintomas típicos.

É importante parar de fumar, uma vez que as fumadoras iniciam a menopausa um a dois anos mais cedo do que as não fumadoras. O tabaco contribui ainda para a doença cardíaca e para a osteoporose. O uso de suplementos de cálcio e vitamina D pode proteger em relação à osteoporose.

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BICOS DE PAPAGAIO https://nunopacheco.pt/patologias/bicos-de-papagaio/ Tue, 11 Jun 2024 11:38:29 +0000 https://nunopacheco.pt/?post_type=_patologias&p=1519 São bicos de papagaio, mas nada têm a ver com o animal. Aparecem sobretudo com o avançar da idade. Se também sofre deste mal, saiba como aliviar as dores. Os bicos de papagaio ou osteófitos (termo médico) são saliências ósseas que crescem junto à coluna ou à volta das articulações. Têm este nome porque se […]

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São bicos de papagaio, mas nada têm a ver com o animal. Aparecem sobretudo com o avançar da idade. Se também sofre deste mal, saiba como aliviar as dores.

Os bicos de papagaio ou osteófitos (termo médico) são saliências ósseas que crescem junto à coluna ou à volta das articulações. Têm este nome porque se assemelham muito, no raio-X, aos bicos de um papagaio. São mais comuns na zona da cervical e lombar, mas podem desenvolver-se noutras articulações.

Sinais e sintomas de bicos de papagaio

Os bicos de papagaio podem não provocar sintomas. Quando provocam são sobretudo:

  • Dor nas costas e/ou pescoço, que pode irradiar para os ombros ou pernas
  • Tensão ou fadiga muscular (contratura muscular)
  • Formigueiros nos membros ou sensação de picada
  • Rigidez
  • Limitação dos movimentos

Causas de bicos de papagaio

Devido a uma série de fatores, entre os quais o próprio envelhecimento, os discos e as articulações vão-se desgastando e provocando instabilidade na região afetada. 

O corpo reage a esse processo de degeneração com a formação de osso (osteófito), o que pode causar compressão dos nervos e vários sintomas. Associa-se frequentemente a outras patologias, nomeadamente artrites com uma componente inflamatória. 

Fatores de risco

O risco de ter bicos de papagaio aumenta com um conjunto de fatores, designadamente:

  • Idade
  • Má postura
  • Lesões/traumas

Como aliviar as dores dos bicos de papagaio?

Os chamados bicos de papagaio devem ser diagnosticados e tratados por especialistas, designadamente de Ortopedia, Medicina Física e Reabilitação, Neurocirurgia, entre outras áreas cuja intervenção pode aliviar os sintomas potencialmente incapacitantes, como a dor. O tratamento pode incluir:

1. Fármacos

Anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno e relaxantes musculares, administrados por via oral ou injetável.

2. Descanso

Parar pode ser o melhor remédio. Descansar umas horas ou uns dias pode ser o suficiente para aliviar ou, pelo menos, não agravar os sintomas, sobretudo em caso de trabalhos mais exigentes fisicamente.

3. Calor

Algumas pessoas referem um alívio da dor quando aplicam frio ou calor na zona afetada. Um duche morno também pode surtir bons resultados.

4. Fisioterapia

O fisioterapeuta poderá ter um papel fundamental na prescrição da terapia indicada para cada caso, incluindo exercícios para melhorar a flexibilidade e os movimentos.

5. Cirurgia

Em alguns casos mais graves a cirurgia da coluna pode ser a mais indicada. A decisão terá em conta vários fatores, como os tratamentos alternativos possíveis, a gravidade da compressão e dos sintomas (como dor ininterrupta e imobilidade) e, é claro, os riscos associados a características individuais (como história de outras doenças). A cirurgia da coluna deve ser feita por um especialista (ortopedista ou neurocirurgião).

6. Outros tratamentos: ACUPUNTURA

Terapias como manipulação manual e acupuntura são referidos como sendo úteis no controlo dos sintomas.

Prevenção

Mesmo depois de controlados os sintomas, os bicos de papagaio não desaparecem e podem voltar a incomodar a qualquer momento. Ficam algumas sugestões que minimizam esse risco:

  • Corrija a sua postura, mantendo a coluna direita em toda a sua extensão
  • Evite carregar pesos para não sobrecarregar a coluna
  • Não curve as costas para se baixar. Se tiver de apanhar qualquer coisa do chão, dobre as pernas e desça a coluna na vertical
  • Não permaneça demasiado tempo na mesma posição
  • Ajuste a altura das cadeiras, secretárias e ecrãs, de modo que a sua coluna esteja sempre o mais vertical possível
  • Pratique atividade física, mas aconselhe-se quanto às modalidades mais ajustadas ao seu caso. Hidroginástica e Pilates são das mais populares. Já modalidades que envolvam fricção com o solo ou levantamento de pesos podem até complicar o quadro

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Lombalgia https://nunopacheco.pt/patologias/lombalgia/ Sat, 08 Jun 2024 17:52:27 +0000 https://nunopacheco.pt/?post_type=_patologias&p=1517 Este termo, Lombalgia, refere-se à presença de dor na região da coluna lombar, geralmente entre as últimas costelas e acima dos glúteos. A lombalgia, com frequência, acompanha-se de dor que irradia para os membros inferiores. É, portanto, um sintoma e não uma doença, o que significa que pode manifestar a presença de diversos quadros clínicos. […]

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Este termo, Lombalgia, refere-se à presença de dor na região da coluna lombar, geralmente entre as últimas costelas e acima dos glúteos. A lombalgia, com frequência, acompanha-se de dor que irradia para os membros inferiores. É, portanto, um sintoma e não uma doença, o que significa que pode manifestar a presença de diversos quadros clínicos.

Quase todas as pessoas sofrem de dores lombares em algum momento das suas vidas. Essa dor pode ser ligeira ou intensa e pode ter uma duração variável. Trata-se de um sintoma bastante comum e incapacitante, estimando-se que afete, pelo menos uma vez, 65% a 80% da população. A lombalgia é, ainda, uma das causas mais frequentes de reforma por invalidez, o que traduz bem o seu impacto pessoal e profissional.

Pode ser classificada em aguda (apresenta início súbito e duração inferior a seis semanas), subaguda (entre seis e 12 semanas) ou crónica (superior a 12 semanas). Esta classificação é importante pelo diferente impacto que tem no paciente afetado, mas também pelas diferentes causas e tratamentos destes diferentes tipos de lombalgia. Na maioria dos casos, tem uma origem mecânica, mas, noutros é de natureza psicológica (psicogénica), sendo estes mais difíceis de diagnosticar.

A anatomia da coluna é complexa e engloba as vértebras, os discos intervertebrais e todo um conjunto de estruturas musculares, ligamentos e nervos. Existem diversas regiões na coluna: cervical, torácica, lombar e região sagrada. Nesta última região, as vértebras estão fundidas umas nas outras. A região lombar compreende cinco vértebras. Sempre que caminhamos ou corremos, os discos absorvem os impactos e impedem que as vértebras colidam umas contra as outras. Eles contribuem para os movimentos da coluna e facilitam a sua flexão e torção. Cada disco é composto de um anel fibroso e de um núcleo gelatinoso que permite a absorção dos impactos.

Sintomas

A dor da lombalgia varia muito de pessoa para pessoa e na sua intensidade.   Pode ter um início lento ou súbito, pode ser intermitente ou constante. Por vezes, as lombalgias correspondem a uma dor tipo agulha ou podem parecer uma cãibra. Estas características dependem da causa subjacente à lombalgia. Pode acompanhar-se de dor que irradia para os membros inferiores. A dor tende a melhorar na posição deitada ou em repouso e, habitualmente, associa-se a rigidez matinal. Pelo contrário, a dor acentua-se com a posição sentada, com a flexão do tronco ou com o levantamento de pesos. Estar de pé e caminhar também acentua a lombalgia. O paciente pode coxear ou referir falta de força numa das pernas.

Contudo, consoante a sua causa, podem surgir outros sintomas que são importantes para aferir a gravidade de cada caso e que podem ser úteis para o diagnóstico. Assim, a lombalgia pode acompanhar-se de emagrecimento, febre, infeções cutâneas ou urinárias de repetição, entre outras manifestações possíveis. 

Os casos mais preocupantes são aqueles em que os sintomas não aliviam ao fim de três meses, os que não respondem ao tratamento e aqueles que ocorrem em doentes com antecedentes de doença neoplásica.

No caso da lombalgia inespecífica, a causa é geralmente um desequilíbrio entre a carga suportada no trabalho ou no dia a dia e a capacidade da coluna lidar com esse peso. Nesta situação, ocorre dor, mas não se identifica qualquer alteração estrutural da coluna lombar. Mesmo assim, causa uma limitação acentuada das atividades quotidianas e pode implicar incapacidade para o trabalho.

Causas

Na maioria dos casos, cerca de 90%, não se encontra uma causa para a lombalgia e ela é referida como inespecífica. Este tipo de lesão pode ocorrer em qualquer idade – sendo que as alterações degenerativas da coluna começam aos 30 anos e aumentam o risco de lombalgias – sobretudo em pessoas que exercem atividades profissionais associadas a esforços físicos pesados, como levantamento de pesos ou movimentos repetitivos.

As causas mais comuns da lombalgia são alterações musculosqueléticas relacionadas com processos degenerativos, inflamatórios, infeciosos, tumorais, traumáticos ou posturais. Existem também alterações musculosqueléticas de natureza congénita que se associam a lombalgia

Tratamento

O tratamento depende da causa e tem como objetivo principal o alívio da dor. Com esse propósito, os analgésicos, anti-inflamatórios e/ou relaxantes musculares podem ser úteis, devendo ser selecionados e prescritos pelo médico em função de cada caso. Em algumas situações, os corticoides podem estar indicados, bem como as infiltrações articulares.

O uso de calor ou frio, massagens, ultra-sons ou electro-estimulação, tratamentos tipicos da fisioterapia e da medicina tradicional chinesa, pode ser importante. Alguns exercícios de extensão, levantamento de pesos ou cardiovasculares ajudam a recuperar a mobilidade e a reforçar os músculos lombares, o que ajuda a aliviar a dor. Em alguns casos, recorre-se a cintas de contenção que permitem um alívio sintomático. Na lombalgia crónica, podem associar-se queixas depressivas e aí os antidepressivos podem ter um papel relevante.

Prevenção

Nem sempre é possível prevenir o desenvolvimento de uma lombalgia. Contudo, é possível controlar os seus fatores de risco, como o esforço excessivo, a obesidade, a osteoporose e pelo diagnóstico e tratamento das doenças a ela associadas.

Por isso, sempre que seja necessário levantar um peso, é importante fletir as pernas e manter a coluna direita. A boa postura e a realização de exercício aeróbico, como a marcha ou a natação, combinado com exercícios que reforcem a força muscular na região lombar e abdominal é muito útil.

É essencial um bom controlo do peso, não fumar e manter uma postura correcta em todas as posições.

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Esporão calcâneo https://nunopacheco.pt/patologias/esporao-calcaneo/ Sat, 08 Jun 2024 17:36:56 +0000 https://nunopacheco.pt/?post_type=_patologias&p=1515 Um esporão calcâneo é uma pequena projeção de osso que se forma no osso do calcanhar, o calcâneo. Resulta de uma pressão intensa sobre a planta do pé durante longos períodos de tempo. Durante a marcha, cada um dos calcanhares suporta o peso de todo o corpo de forma alternada. Essa carga é aliviada por […]

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Um esporão calcâneo é uma pequena projeção de osso que se forma no osso do calcanhar, o calcâneo. Resulta de uma pressão intensa sobre a planta do pé durante longos períodos de tempo.

Durante a marcha, cada um dos calcanhares suporta o peso de todo o corpo de forma alternada. Essa carga é aliviada por camadas de tecido situadas sob o calcanhar. 

Quando se pratica desporto sem um adequado aquecimento, pode ocorrer sobrecarga para os músculos gémeos da perna e para o tendão de Aquiles, que se insere no calcâneo.

Quando este tendão está sob stress, essa pressão é transmitida para a planta do pé, causando inflamação ou pequenas roturas nos tecidos.

Sintomas

O esporão calcâneo manifesta-se por dor intensa na região inferior ou interna do calcanhar.

Quando o peso do corpo é colocado sobre o calcanhar afectado, a dor é suficientemente forte para causar a imediata imobilização da marcha.

Essa dor alivia com o repouso, agrava com o esforço e tende a ser mais acentuada de manhã.

A marcha sobre superfícies duras ou acompanhada do transporte de objectos pesado, como uma mochila, acentua a dor. Um salto torna a dor mais intensa. A dor pode ser mais localizada no início mas tende a abranger todo o calcanhar. Em casos extremos, esta dor pode interferir com as actividades diárias.

Causas

O esporão calcâneo é mais comum em pessoas com mais idade, sobretudo depois dos 40 anos, e com excesso de peso.

A osteoartrite, a artrite reumatóide, a insuficiência circulatória e outras doenças degenerativas também se associam a um maior risco de esporão calcâneo. Pode existir uma tendência genética para este quadro.

A presença de “pé chato” ou um arco plantar muito acentuado aumentam também o risco de desenvolvimento de esporão calcâneo.

No que se refere ao desporto, a corrida de fundo é um factor importante.

Correr na praia ou em superfícies muito inclinadas também torna mais provável o desenvolvimento de um esporão.

Tratamento

O esporão calcâneo pode ser difícil de tratar. Contudo, em muitos casos, as alterações são discretas e recuperam ao longo do tempo.

O tratamento passa pelo repouso, utilização de gelo, compressão da área afectada e elevação do membro inferior. Em alguns casos, o calor é benéfico no alívio da dor. Tratamentos de fisioterapia e acupuntura podem aliviar os sintomas de dor e de inflamação

NO entanto, os anti-inflamatórios ajudam a controlar a dor e a inflamação. Por vezes, uma injecção de corticoides na área afectada pode ser útil.

O calcanhar pode ser suportado pela utilização de uma sola especial, que deverá ser prescrita pelo médico ou podologista.

Alguns casos beneficiam de tratamentos como a diatermia ou os ultra-sons.

A cirurgia permite a remoção do esporão e está indicada quando as medidas mais conservadoras não são eficazes.

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Epicondilite – dor de cotovelo https://nunopacheco.pt/patologias/epicondilite-dor-de-cotovelo/ Sat, 08 Jun 2024 17:20:48 +0000 https://nunopacheco.pt/?post_type=_patologias&p=1513 A epicondilite é a causa mais frequente de dor ao nível do cotovelo, podendo afetar o braço dominante ou não dominante. Deve-se a uma degeneração e inflamação dos tendões extensores dos músculos do antebraço ao nível da sua origem na face lateral do cotovelo. Pode também ser referida como “cotovelo do tenista”. Esta tendinite está […]

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A epicondilite é a causa mais frequente de dor ao nível do cotovelo, podendo afetar o braço dominante ou não dominante. Deve-se a uma degeneração e inflamação dos tendões extensores dos músculos do antebraço ao nível da sua origem na face lateral do cotovelo. Pode também ser referida como “cotovelo do tenista”.

Esta tendinite está relacionada com os exercícios repetidos do antebraço que ocorrem em desportos como o ténis. Contudo, pode ocorrer em qualquer desporto ou atividade que implique esse tipo de movimentos.

Apesar desta tendinite estar relacionada com os exercícios repetidos do antebraço que ocorrem em desportos como o ténis. NO entanto pode ocorrer em qualquer desporto ou atividade que implique esse tipo de movimentos. Os pintores, marceneiros, carpinteiros são igualmente alguns dos profissionais em maior risco de desenvolver este tipo específico de tendinite, bem como os condutores profissionais, os cozinheiros e os talhantes. 

Sintomas

A epicondilite está associada a dor na face lateral do cotovelo, que pode ser agravada pela execução de movimentos repetidos, transporte de pesos ou extensão do punho contra resistência. Pode também verificar-se edema ou “empastamento” da zona dolorosa quando se realiza a palpação.

Os sintomas desenvolvem-se de um modo gradual e vão piorando ao longo de semanas ou meses, não existindo um trauma específico associado ao início dos sintomas.

Contudo, para lá da dor, pode ocorrer um inchaço e uma sensação de queimadura na região externa do cotovelo, com perda de força no pulso. Os sintomas agravam-se quando se segura uma raqueta, roda uma maçaneta ou quando se aperta a mão de alguém.

Embora o braço dominante seja o mais afetado, esta entidade pode afetar os dois braços

Tratamento

O tratamento é realizado através da modificação das atividades que estão associadas ao aumento da dor do doente, prescrição de anti-inflamatórios, aplicação de ortótese de proteção e complementada com a realização de programas de fisioterapia, acupuntura e kinesiotaping.

No entanto, em casos refratários ao tratamento, e de forma selecionada, podem ser utilizadas complementarmente as infiltrações com corticoides ou fatores de crescimento. A duração do tratamento será tanto menor e a sua eficácia tanto maior quanto mais cedo o doente iniciar o tratamento médico.

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Obesidade https://nunopacheco.pt/patologias/obesidade/ Sat, 08 Jun 2024 10:40:39 +0000 https://nunopacheco.pt/?post_type=_patologias&p=1510 Em Portugal, quase 50% da população tem excesso de peso e quase um milhão de adultos sofre de obesidade.  Esta doença, considerada pela Organização Mundial da Saúde uma epidemia, afeta de forma negativa a nossa longevidade e qualidade de vida.  Por isso, é importante controlar a obesidade, pois ela própria é um fator de risco […]

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Em Portugal, quase 50% da população tem excesso de peso e quase um milhão de adultos sofre de obesidade. 

Esta doença, considerada pela Organização Mundial da Saúde uma epidemia, afeta de forma negativa a nossa longevidade e qualidade de vida. 

Por isso, é importante controlar a obesidade, pois ela própria é um fator de risco para o desenvolvimento e/ou agravamento de outras patologias, tais como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, alguns tipos de cancro, entre outras.

A obesidade define-se por um excesso de tecido adiposo (gordura) em relação à massa magra (músculo, ossos e órgãos), numa proporção que pode afetar a saúde.

Do ponto de vista de distribuição da gordur a, a obesidade divide-se em dois tipos:

  1. Ginoide: caracteriza-se por um corpo em forma de pêra, com uma maior acumulação de gordura abaixo da cintura. É mais comum nas mulheres, apresenta menor impacto no risco cardiovascular que a obesidade masculina, estando mais associada ao aparecimento de varizes e de doenças articulares.
  2. Androide: com a gordura localizada na cintura e zona superior do corpo, está associado a um corpo em forma de maçã. Mais frequente nos homens, pode favorecer o aparecimento de diabetes, hipertensão, aterosclerose e doenças cardiovasculares.

Causas

Esta doença crónica – que, por isso, requer cuidados continuados para se manter controlada – ocorre quando o número de calorias ingeridas é superior às que são gastas. Quando isto acontece, diz-se que o balanço energético é positivo e, como resultado, o corpo armazena as calorias extras sob a forma de massa gorda. Isto está associado, por exemplo, à adoção de hábitos de vida sedentários e a uma alimentação rica em cereais refinados, açúcares e gorduras saturadas. 

Segundo os especialistas, a obesidade tem causas multifatoriais (de natureza ambiental, metabólica, genética) e pode ter influências culturais, psicológicas e comportamentais.

Diagnóstico

O cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) é a técnica mais utilizada para avaliar o grau de obesidade em adultos. Este índice é obtido dividindo o peso (em quilos) pela altura (em metros) ao quadrado: 

  • excesso de peso IMC= 25 
  • pré-obesidade IMC= 25 – 29,9
  • obesidade IMC= 30
    • classe 1 = 30 – 34,9
    • classe 2 = 35 – 39,9
    • classe 3 = 40

Circunferência da cintura: medida importante pode ser utilizado para avaliar o estado nutricional e o risco de eventos cardiovasculares.

Medidas do perímetro da cintura associados a risco importante:

  • mulheres: igual ou superior a 88 cm
  • homens: igual ou superior a 102 cm

Tratamento

O Tratamento da Obesidade  inclui sempre a reeducação alimentar, a mudança de estilo de vida e o controlo das suas complicações, como a diabetes e a hipertensão. Nos casos mais graves, pode ser necessário o uso de procedimentos cirúrgicos como a cirurgia bariátrica (sleeve, bypass, minibypass, switch duodenal ou SADI-s) ou a colocação de balão gástrico.

Assim sendo, o tratamento da obesidade deve ter uma abordagem multidisciplinar: médico de MGF, nutricionista, e psicólogo do comportamento alimentar e cirurgião geral. Também pode aliar os benefícios do pilates clínico e da acupuntura.

Prevenção

Uma das regras mais importantes para evitar o excesso de peso e obesidade é manter o gasto calórico (as calorias que dispendemos no dia-a-dia) igual ou superior à quantidade de calorias ingeridas, adequando a ingestão de calorias ao gasto diário. Por isso é importante seguir algumas recomendações para controlo do peso:

  • Seguir as recomendações da Roda dos Alimentos, adotando uma dieta equilibrada e variada, rica em legumes, cereais integrais, fruta e peixe e pobre em açúcar e gorduras saturadas – presentes, por exemplo, nas gorduras processadas industrialmente (hidrogenadas), carnes vermelhas, manteiga, e laticínios gordos.
  • Conhecer os alimentos: saber que tipo de nutrientes está a fornecer ao seu organismo e qual o seu perfil calórico.
  • Comer a cada 3 a 4 horas: fracionar as refeições ao longo do dia, numa quantidade que lhe permita sentir-se saciado, evitando demasiada fome na próxima refeição. Um bom truque é iniciar as refeições principais com sopa de legumes sem batata.
  • Manter-se ativo: praticando com regularidade (se possível, diariamente) uma atividade física do seu agrado. Prefira deslocar-se a pé e passeie ao ar livre.
  • Ter um peso saudável: em caso de excesso de peso, deve recorrer ao acompanhamento de um nutricionista e do seu médico assistente.

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Dor ciática https://nunopacheco.pt/patologias/dor-ciatica/ Fri, 07 Jun 2024 16:53:22 +0000 https://nunopacheco.pt/?post_type=_patologias&p=1508 A dor ciática corresponde à presença de dor, fraqueza, adormecimento ou formigueiros numa perna. A dor ciática inclui dor, formigueiro, fraqueza ou adormecimento que se originam na zona lombar, descem pela região glútea até à porção posterior da perna, acompanhando o trajeto do nervo ciático. Este é o mais longo do corpo e estende-se da região […]

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A dor ciática corresponde à presença de dor, fraqueza, adormecimento ou formigueiros numa perna.

A dor ciática inclui dor, formigueiro, fraqueza ou adormecimento que se originam na zona lombar, descem pela região glútea até à porção posterior da perna, acompanhando o trajeto do nervo ciático. Este é o mais longo do corpo e estende-se da região lombar da medula espinal até à região posterior de cada perna, enviando depois ramificações até ao pé. A dor ciática resulta da compressão ou irritação deste nervo e, por isso, acompanha o seu curso.

A maioria dos casos resulta de uma hérnia discal que comprime uma raiz nervosa. Outras causas possíveis são apertos do canal que envolve a medula espinal, e tumores ou quistos que comprimem as raízes nervosas.

Sintomas

Os sintomas podem variar dependendo do tipo, localização e gravidade da condição que provoca a dor ciática. De um modo geral, é intensa e aguda e ocorre apenas numa das nádegas ou pernas, embora raramente possa atingir os dois lados. 

A posição sentada tende a agravar a dor, que se acompanha de uma sensação de queimadura ou de formigueiro. Pelo contrário, há melhoras quando se está deitado ou durante a marcha, mas, quando é muito intensa, pode tornar difícil estar de pé ou caminhar. A tosse ou o espirrar podem acentuar a dor. Esta pode atingir a região lombar da coluna, embora seja mais intensa na perna.
A presença de fraqueza ou de sensação de adormecimento podem tornar difícil o movimento da perna ou do pé. Esta dor pode ser inconstante ou permanente, tornando-se, neste caso, incapacitante.  Na maioria dos casos, há melhorias ao fim de algumas semanas ou meses, apenas com recurso a analgésicos. Se os sintomas forem muito graves ou incapacitantes pode ser necessário uma cirurgia. 

Embora os sintomas da dor ciática possam ser muito incapacitantes, é raro ocorrer lesão permanente e irreversível do nervo.

Causas

Quando o conteúdo gelatinoso de um disco extravasa, comprime as raízes nervosas que constituem o nervo ciático. Essas raízes ficam inflamadas e irritadas pelas substâncias químicas que se libertam do núcleo do disco. A dor resulta da compressão do nervo ciático, que pode acontecer por fora ou por dentro do canal onde passa a medula espinal. Esta constrição pode ser causada por uma hérnia discal (a causa mais comum), uma contratura muscular em torno do nervo ciático, um aperto do canal onde passa a medula espinal ou um desalinhamento de uma vértebra. Com frequência, um determinado evento ou trauma não desencadeia imediatamente a dor ciática, só depois é que ela se vai desenvolvendo.

TRATAMENTO

Considerando que é um sintoma, o tratamento consiste na resolução das suas causas. Para a maioria das pessoas, o tratamento é conservador, estando a cirurgia reservada para os casos mais graves. Cerca de 80% a 90% das situações resolvem-se sem cirurgia e cerca de metade das crises dura menos de seis semanas.

O recurso ao exercício físico devidamente programado e ao calor ou frio para alívio da dor e do espasmo são boas opções não médicas. Também a fisioterapia e a acupuntura conseguem bons resultados. Embora o repouso seja importante, deve-se procurar manter algum grau de atividade, uma vez que o movimento ajuda a reduzir a inflamação.

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Depressão https://nunopacheco.pt/patologias/depressao/ Fri, 07 Jun 2024 16:15:08 +0000 https://nunopacheco.pt/?post_type=_patologias&p=1506 A depressão é uma das doenças psiquiátricas mais comuns. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a depressão é um dos principais problemas de saúde no mundo desenvolvido. Estima-se que uma em cada quatro mulheres e um em cada dez homens possam ter crises de depressão em alguma fase da sua vida e as crianças […]

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A depressão é uma das doenças psiquiátricas mais comuns. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a depressão é um dos principais problemas de saúde no mundo desenvolvido.

Estima-se que uma em cada quatro mulheres e um em cada dez homens possam ter crises de depressão em alguma fase da sua vida e as crianças também podem ser afetadas.

Não existem dados concretos em relação à sua frequência em Portugal, mas as estimativas referem valores de 2 a 3% para os homens e de 5 a 9% para as mulheres para as formas mais graves de depressão e valores superiores a 20% para formas mais ligeiras da doença.

Sintomas

A depressão é uma perturbação do humor que não deve ser confundida com sentimentos de tristeza, geralmente reativos a acontecimentos da vida, temporários e que, de um modo geral, não são incompatíveis com uma vida normal.

A patologia depressiva  pode apresentar diferentes formas e graus de gravidade e os seus sintomas podem prolongar-se no tempo, podendo incluir:

  • Sentimentos de tristeza e aborrecimento
  • Sensações de irritabilidade, tensão ou agitação
  • Sensações de aflição, preocupação, receios infundados e insegurança
  • Diminuição da energia, fadiga e lentidão
  • Perda de interesse e prazer nas atividades diárias
  • Perturbação do sono e do desejo sexual
  • Variações significativas do peso por perturbações do apetite
  • Sentimentos de culpa e de autodesvalorização
  • Alterações da concentração, memória e raciocínio
  • Sintomas físicos não devidos a outra doença (dores de cabeça, perturbações digestivas, dor crónica, mal-estar geral)
  • Ideias de morte e tentativas de suicídio

A depressão afeta de modo significativo o rendimento no trabalho, a vida familiar e escolar e todas as atividades do doente, causando grande sofrimento.

Em casos mais graves, os sintomas podem surgir sem relação aparente com acontecimentos traumáticos da vida e duram diversos meses.

Nas formas mais ligeiras, a intensidade dos sintomas é menor e permite a manutenção das atividades diárias, embora esteja presente a sensação de fadiga, tristeza e desinteresse, e tende a prolongar-se durante anos. 

Em alguns casos, a depressão não se manifesta sob a forma de tristeza, mas através de sintomas como a fadiga, dores inespecíficas, sensação de opressão no peito, insónias, perturbações digestivas (náuseas, vómitos, diarreia), o que coloca a hipótese de uma doença diferente, dificultando e retardando o diagnóstico.

Finalmente, a depressão pode fazer parte da doença bipolar, na qual ocorrem episódios de depressão alternados com períodos de excitação e euforia. Nas fases eufóricas, a autoestima dos doentes está muito elevada com perda da noção da realidade, podendo ocorrer gastos excessivos e a realização de negócios impossíveis.

Causas

De um modo geral, a depressão resulta de uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos:

  • Existe tendência hereditária para alguns tipos de depressão.
  • Os acontecimentos traumáticos da vida contribuem para o aparecimento da depressão, podendo funcionar como desencadeantes ou facilitadores de episódios depressivos.
  • O tipo de personalidade e a forma como cada indivíduo lida com os problemas também se associa a uma maior ou menor predisposição para a depressão.

Tratamento

O tratamento é importante de modo a que a depressão não se prolongue e se agrave. Se os sintomas não forem reconhecidos como fazendo parte de uma doença, a avaliação negativa feita pelos outros tenderá a acentuar a fraca imagem pessoal e a reduzida autoestima.

O suicídio é uma possibilidade que não deve ser esquecida e o tratamento é essencial para reduzir esse risco e permitir a melhoria dos sintomas da depressão.

Existem diversos tratamentos possíveis para a depressão, incluindo-se os medicamentos antidepressivos e a psicoterapia, que deverão ser escolhidos pelo médico de forma individualizada. De um modo geral, são tratamentos que devem ser prolongados durante um período de tempo significativo de modo a serem eficazes.

O suporte familiar e social é um complemento importante do tratamento selecionado pelo médico.

O prognóstico da depressão é bom e depende essencialmente do tratamento instituído e de um adequado controlo de todos os fatores de risco presentes em cada caso.

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Entorse – distensão – contusão – luxação https://nunopacheco.pt/patologias/entorse-distensao-contusao-luxacao/ Fri, 07 Jun 2024 14:27:11 +0000 https://nunopacheco.pt/?post_type=_patologias&p=1503 Saiba mais sobre os diferentes tipos de lesão As lesões, nomeadamente as que afetam os tecidos moles – como distensão, entorse, contusão e luxação, são um problema comum em atletas e trabalhadores. São habitualmente dolorosas e podem afetar diferentes zonas do corpo. A boa notícia é que com o tratamento adequado, a maioria destas lesões […]

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Saiba mais sobre os diferentes tipos de lesão

As lesões, nomeadamente as que afetam os tecidos moles – como distensão, entorse, contusão e luxação, são um problema comum em atletas e trabalhadores. São habitualmente dolorosas e podem afetar diferentes zonas do corpo.

A boa notícia é que com o tratamento adequado, a maioria destas lesões cura sem deixar problemas duradouros. Fique a conhecer estes diferentes tipos de lesões e como tratá-los.

Contusão

A contusão ocorre após o embate do corpo contra determinada superfície, o que pode provocar rutura de vasos sanguíneos na zona em que se deu o impacto, dando origem a um hematoma (hemorragia sem rutura da pele).

Alguns sintomas associados à contusão são:

  • Alteração da coloração da pele
  • Inchaço
  • Dor, que pode ser severa

Habitualmente, não é um problema sério, contudo, deve consultar o médico assistente quando se forma nódoa negra grande, provoca dor, está muito inchada ou limita os movimentos de uma articulação.

Entorse

Uma entorse é uma lesão dos tecidos moles que envolvem uma articulação, como os ligamentos (tecido conjuntivo que interliga os ossos) e a cápsula da articulação. O que acontece é que a articulação é sujeita a torção ou a distensão, o que, por sua vez, faz com que o ligamento, a cápsula ou ambos estiquem ou rasguem / sofram uma rutura.

Pode ocorrer, por exemplo, no tornozelo, no polegar, no joelho e no pulso, e alguns dos sintomas são:

  • Dor
  • Inchaço
  • Dificuldade de movimento
  • Dificuldade em usar a articulação afetada

Distensão

A distensão ou estiramento pode afetar o músculo (distensão muscular) ou o tendão (que liga os músculos aos ossos) e ocorre quando um destes tecidos estica excessivamente podendo ocasionar uma rutura parcial.

Alguns dos sintomas associados a este tipo de lesão são:

  • Dor
  • Inchaço
  • Dificuldade em movimentar a zona lesionada

A distensão é mais comum em zonas como os joelhos, virilhas, pés, pernas e costas, nomeadamente:

  • Tendão de Aquiles
  • Músculo posterior da coxa
  • Músculo da “barriga” da perna (gémeos)

Luxação

Ocorre quando os ossos de uma determinada articulação se deslocam parcial ou totalmente, saindo da sua posição normal. A luxação pode ser causada por um trauma (como acidente, queda ou em desportos de contacto, como o futebol) ou pelo enfraquecimento muscular e dos tendões.

Uma luxação pode provocar dor severa, instabilidade ou imobilidade da articulação afetada, deformidade, nódoas negras e inchaço.

De um modo geral, a luxação pode ocorrer em qualquer articulação do corpo, mas as mais frequentes são:

  • Ombro
  • Joelho
  • Dedo
  • Cotovelo
  • Anca
  • Maxilar

Atenção!

Em caso de luxação, deve sempre procurar tratamento médico.

Tratamento

O tratamento deve ser adequado à lesão em causa: Entorse – distensão – contusão- luxação

No caso das entorses e das distensões – que podem levar vários meses até à recuperação total quando são mais severas, mas habitualmente ao fim de duas semanas a maioria regista melhorias -, nos primeiros dias, caso haja indicação do médico, devem ser postos em prática quatro passos:

  1. Repouso, interrompendo a prática de exercício físico e evitando apoiar-se na zona afetada.
  2. Colocar gelo durante até 20 minutos a cada 2-3 horas. Nunca coloque o gelo diretamente na pele, envolvendo-o sempre numa toalha ou pano.
  3. Aplicar compressão, utilizando por exemplo uma faixa elástica à volta da lesão para dar apoio e prevenir o inchaço.
  4. Manter a zona lesionada elevada – colocando uma almofada por baixo, por exemplo.

Também na contusão podem ser adotadas as medidas de tratamento acima descritas.

A par destes cuidados, para prevenir o inchaço deve tentar evitar a exposição a calor, como banhos quentes, o álcool e massagens durante os primeiros dias após a ocorrência da lesão.

Depois, quando conseguir movimentar a zona lesionada sem sentir dor incapacitante, deve manter os movimentos para evitar a rigidez muscular ou articular.

Inicialmente, também podem ser tomados analgésicos, como paracetamol ou ibuprofeno, de acordo com as indicações do médico assistente.

O médico fisiatra poderá recomendar a realização de sessões de fisioterapia e acupuntura, ajudando a recuperar as normais funções. Em situações mais graves de entorses e distensões, pode ser necessária cirurgia.

Na luxação, o tratamento varia consoante a gravidade e pode envolver a toma de medicação, gelo, repouso, manter a zona elevada, manipulação (colocar os ossos no seu devido lugar) ou até cirurgia. Pode também ser necessária fisioterapia para fortalecer os músculos e ligamentos.

Já na contusão, a dor deve desaparecer ao longo da primeira semana, enquanto o inchaço e a descoloração poderão levar algumas semanas.

Muito importante:

Após uma lesão osteoarticular cumpra o tempo recomendado para recuperar totalmente da sua lesão e siga as indicações do médico assistente de modo a evitar problemas a longo prazo, como dor e rigidez.

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