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Durante esse período, o corpo passa por mudanças que frequentemente resultam em sintomas como ondas de calor, suores noturnos, insónias e mudanças de humor. Por isso, […]

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menopausa sintomas

A menopausa é uma fase natural da vida da mulher que se caracteriza pelo fim da menstruação e da fertilidade, geralmente entre os 45 e 55 anos de idade. Durante esse período, o corpo passa por mudanças que frequentemente resultam em sintomas como ondas de calor, suores noturnos, insónias e mudanças de humor. Por isso, Muitas mulheres procuram por abordagens complementares para combater esses sintomas e melhorar sua qualidade de vida durante o período da menopausa.

A acupuntura, uma prática central da medicina tradicional chinesa, tem ganhado destaque como uma opção de tratamento não farmacológico para as mulheres que enfrentam os desafios da menopausa. Essa técnica milenar envolve a inserção de agulhas finas em pontos específicos do corpo para promover a cura e o equilíbrio. Pesquisas mais recentes sugerem que a acupuntura pode ajudar a aliviar alguns dos sintomas da menopausa, contribuindo para uma sensação de bem-estar geral e um estilo de vida mais equilibrado.

Procurar e realizar tratamentos de acupuntura no tratamento dos sintomas da menopausa está cada vez mais presente no dia-a-dia das mulheres que procuram uma abordagem holística e integrativa para  a sua saúde. Embora exista uma necessidade de mais estudos para compreender completamente os mecanismos pelos quais a acupuntura exerce seus efeitos, a prática é apoiada por evidências que apontam para sua eficácia na redução da frequência e intensidade de ondas de calor, um dos sintomas mais comuns da menopausa, além de outros benefícios para a saúde física e mental.

Benefícios da Acupuntura no combate aos Sintomas da Menopausa

acupuntura

A acupuntura, uma prática da medicina tradicional chinesa, fornece uma abordagem complementar para o tratamento dos sintomas da menopausa. Através da inserção de finas agulhas em pontos específicos do corpo, busca-se a regulação hormonal e o alívio dos sintomas associados a esta fase da vida da mulher. Assim, conseguimos:

Alívio dos “calores da menopausa” e Sintomas Vasomotores

Frequência e Intensidade dos “Calores”: Estudos indicam que a acupuntura pode reduzir a frequência e a intensidade dos “calores”, que são ondas súbitas de calor comuns nessa fase.

Secura Vaginal: A prática pode também melhorar a secura vaginal, um desconforto frequente durante a menopausa, através da melhora na circulação sanguínea e equilíbrio dos níveis de estrogênio.

Gestão do Stress e Sintomas Psicológicos

Ansiedade e Depressão: A acupuntura promove relaxamento e acalma o sistema nervoso, o que pode aliviar sintomas de ansiedade e depressão.

Equilíbrio Hormonal: Por influenciar a homeostasia corporal, a acupuntura pode auxiliar na regulação hormonal (estrogénio e progesterona), amenizando a irritabilidade e outros sintomas psicológicos associados à menopausa.

Melhoria do Sono e Redução das Insónias

Padrões de Sono: Com a acupuntura ajudamos a melhorar a qualidade do sono e diminuímos a incidência de insónias, contribuindo para um padrão de sono mais regular durante a menopausa.

Relaxamento e Distúrbios do Sono: Ao promover o relaxamento geral do corpo, a acupuntura pode também ser eficaz no tratamento de distúrbios do sono, proporcionando noites mais tranquilas.

Integração da Acupuntura com Outras Terapias e Estilo de Vida

Para as mulheres na pré menopausa e menopausa, a acupuntura pode ser integrada com outras terapias complementares, juntamente com certos ajustes no estilo de vida, vão permitir uma melhoria significativa nos sintomas como fadiga, dores de cabeça e ondas de calor.

Terapia Hormonal e Fitoterapia

A acupuntura é frequentemente combinada com terapia hormonal para promover o equilíbrio das hormonas, como estrogénio e progesterona, que diminuem durante a menopausa. Assim sendo, o tratamento de acupuntura pode aliviar sintomas como ondas de calor, insónias e mudanças de humor, enquanto a terapia hormonal aponta para um ajuste direto nos níveis hormonais. A fitoterapia, uma vertente da medicina tradicional chinesa, utiliza plantas que contêm fitoestrógenios para ajudar na reposição hormonal e melhoria da circulação sanguínea, contribuindo para o alívio da sintomatologia.

Exercício Físico e Alimentação Equilibrada na menopausa

A prática regular de exercício físico é essencial para controlar o ganho de peso e combater a osteoporose, um risco aumentado durante a menopausa. O exercício também estimula a liberação de serotonina, melhorando o bem-estar mental. A acupuntura pode potencializar o fluxo energético e promover um equilíbrio que complementa a atividade física. Alimentação equilibrada é crucial, incluindo cálcio para fortalecer os ossos e fibras para o sistema digestivo. Dietas ricas em soja e linho podem ajudar na modulação dos sintomas devido aos seus componentes similares ao estrogênio. Por isso:

Hábitos recomendados: Atividades aeróbicas; ingestão de alimentos ricos em cálcio e fibras.

Técnicas de Relaxamento e Bem-estar Mental

Técnicas de relaxamento, como meditação e ioga, podem reduzir o stress e a falta de memória associados à menopausa. Assim podemos afirmar que o bem-estar mental é um componente vital do tratamento para a menopausa, já que fatores psicológicos podem agravar os sintomas físicos, como enxaquecas e calores. A acupuntura, especialmente a eletroacupuntura, oferece uma abordagem para aliviar o stress e outros sintomas psicológicos, restaurando o equilíbrio da energia interna e promovendo a serenidade.

Na Clínica de Medicina Integrativa Dr. Nuno Pacheco desenvolvemos um tratamento inovador onde a acupuntura, a electroacupuntura e as sessões de psicologia, numa sinergia integrativa, ajudam as mulheres a recuperarem qualidade de vida e alívio dos sintomas da menopausa.

Então, se está a passar por esta situação e quer uma abordagem integrativa sobre a menopausa, marque já a sua consulta.

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MENOPAUSA https://nunopacheco.pt/a-menopausa/ Fri, 21 Jun 2024 15:23:59 +0000 https://nunopacheco.pt/?p=1544 Como atenuar os sintomas mais comuns A Menopausa é uma etapa normal da vida da mulher, o que não quer dizer que não traga algumas queixas associadas. Reunimos algumas dicas para que saiba como atenuar os sintomas mais comuns da menopausa. A menopausa ocorre quando o período menstrual da mulher cessa, o que acontece porque […]

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Como atenuar os sintomas mais comuns

A Menopausa é uma etapa normal da vida da mulher, o que não quer dizer que não traga algumas queixas associadas. Reunimos algumas dicas para que saiba como atenuar os sintomas mais comuns da menopausa.

A menopausa ocorre quando o período menstrual da mulher cessa, o que acontece porque o ovário deixa de produzir as hormonas estrogénio e progesterona. A partir dessa altura, a mulher já não pode engravidar. A idade média da menopausa é aos 51 anos, mas pode ocorrer alguns anos mais cedo ou alguns anos mais tarde. A perimenopausa é a fase que antecede a menopausa e caracteriza-se pela irregularidade dos períodos menstruais. Só depois de 12 meses de ausência de períodos menstruais é que se considera que a mulher entrou em menopausa.

Porque cada mulher é diferente

A menopausa afeta cada mulher de forma diferente. Algumas podem sentir várias queixas, enquanto outras não apresentam nenhum sintoma. A transição para a menopausa implica mudanças nos níveis das hormonas estrogénio e progesterona, o que, por sua vez, pode levar ao aparecimento de sintomas que podem permanecer durante meses ou anos depois de o período menstrual ter cessado.

Sintomas mais comuns da menopausa

1. Períodos menstruais irregulares

A menstruação pode não surgir todos os meses, pode durar mais ou menos dias do que é usual e a quantidade da hemorragia pode ser maior ou menor.

2. Afrontamentos

Consistem numa sensação súbita de calor no rosto e no pescoço, mas que, em alguns casos, pode afetar todo o corpo. Os afrontamentos podem fazer-se acompanhar de transpiração abundante e arrepios de frio.

3. Dificuldade em adormecer

A mulher pode sentir mais dificuldade em conciliar o sono e ter suores noturnos, o que leva a que esteja mais cansada durante o dia.

4. Problemas vaginais e urinários

As paredes da vagina tornam-se mais finas e secas devido aos níveis mais baixos de estrogénio, o que pode afetar as relações sexuais e a libido. Por outro lado, como o estrogénio também ajuda a proteger a saúde da bexiga e da uretra, é possível que surjam infeções vaginais ou do trato urinário. Pode também ser mais difícil controlar a vontade de urinar.

5. Alterações de humor, memória e concentração

A mulher pode ter mudanças de humor repentinas, estar irritável ou ter acessos de choro. Pode também ter falta de memória e/ou problemas de concentração.6. Osteoporose

Patologia em que os ossos se tornam mais finos e fracos, podendo levar a fraturas. Pode acontecer que a altura da mulher diminua.

7. Mudanças corporais

A cintura pode alargar e a mulher pode perder músculo e ganhar gordura.

E agora que estou na menopausa, o que fazer?

A mulher deve conversar com o seu médico assistente acerca dos sintomas que tem e aconselhar-se com este em relação às mudanças que pode fazer no âmbito do estilo de vida e às soluções terapêuticas disponíveis que podem ajudar a atenuar ou eliminar as queixas.

No dia a dia, algumas das estratégias que pode adotar para atenuar alguns dos sintomas passam por:

Afrontamentos

  • Tente detetar aquilo que despoleta ou intensifica os afrontamentos, como a ingestão de bebidas alcoólicas, alimentos picantes, bebidas com cafeína, stress ou ambientes muito quentes. Evite esses “gatilhos”.
  • Vista-se por camadas, removendo uma peça de roupa quando começar a sentir um afrontamento.
  • Respire lenta e profundamente quando sentir um afrontamento.
  • Coloque uma ventoinha em casa e no local de trabalho.
  • De acordo com um estudo piloto divulgado em junho de 2014 pelo jornal Menopause, a publicação da The North American Menopause Society, perder peso pode ajudar a reduzir os afrontamentos.

Dificuldade em adormecer

  • Sermos fisicamente ativos ajuda-nos a adormecer mais facilmente. Mas não deve praticar exercício físico à noite ou é provável que não tenha sono quando se for deitar
  • Não deve fazer sestas
  • As refeições antes de se deitar devem ser leves
  • Não ingira bebidas alcoólicas ou com cafeína nas duas horas que antecedem a altura de se ir deitar
  • O quarto deve estar escuro, silencioso e a uma temperatura amena
  • Se acordar durante a noite e se não conseguir voltar a adormecer, deve levantar-se e ir até à sala, ler um pouco e regressar à cama apenas quando tiver sono

Secura vaginal

Utilize um lubrificante vaginal: pode ajudá-la a sentir-se mais confortável durante as relações sexuais.

Alterações de humor e de memória

  • Pratique exercício físico regularmente, mas com moderação e adaptado às suas caraterísticas físicas e emocionais (que provoca a produção de endorfinas, substâncias que provocam uma sensação de bem-estar) e durma o suficiente. Estas estratégias vão ajudá-la a sentir-se melhor e a ter o humor estabilizado.
  • Dedique-se a atividades relaxantes e evite encarregar-se de demasiadas tarefas em simultâneo.
  • Pratique atividades que ajudem a estimular a memória e a concentração, como palavras cruzadas, sopas de letras ou puzzles. Se a falta de memória começar a interferir nas suas atividades diárias, é aconselhável conversar com o seu médico assistente.

Na Clínica medicina Integrativa Dr. Nuno Pacheco propomos uma abordagem integrativa

Porque cada mulher é diferente e única, aqui na clínica propomos um plano personalizado a cada mulher. Os nossos programas para a Menopausa incluem a acupuntura, a psicologia, o pilates, a pressoterapia, a fisioterapia e a medicina geral.

Se está nesta fase da sua vida, venha conhecer a nossa abordagem integrativa sobre a menopausa. E ganhe qualidade de vida.

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https://nunopacheco.pt/1131-2/ Tue, 30 May 2023 22:29:21 +0000 https://nunopacheco.pt/?p=1131 O que é o comportamento alimentar? Trata-se de não separar o alimento do ato de se alimentar. O ato de se alimentar engloba uma série de questões emocionais que têm vindo a ser ignoradas ao longo dos tempos. Se a informação do que comer e quando comer fosse a solução nós não teríamos uma população […]

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O que é o comportamento alimentar?

Trata-se de não separar o alimento do ato de se alimentar. O ato de se alimentar engloba uma série de questões emocionais que têm vindo a ser ignoradas ao longo dos tempos.

Se a informação do que comer e quando comer fosse a solução nós não teríamos uma população que cada vez mais aumenta em termos de obesidade e suas consequências a médio/longo prazo. Então estes números de obesidade e de indivíduos que têm tido uma série de outras questões metabólicas provenientes desse ganho de peso ou de uma vida sedentária, se, apenas a intervenção com um papel diga a esse indivíduo o que ele pode ou não comer, quanto ele deve ou não comer fosse a solução então nós teríamos a maior parte dos indivíduos com um estilo de vida mais saudável e com uma alimentação mais equilibrada.

A verdade é que saber o que se deve comer não é meio caminho andado.

Existe uma necessidade muito grande de capacitar o indivíduo a fazer melhores escolhas, a entender a necessidade de um melhor estilo de vida, a ajudar a encontrar soluções para que esse estilo de vida possa se estabelecer e para isso é necessário uma série de ferramentas que vão além de ferramentas de cálculos nutricionais. É necessário que o nutricionista esteja habilitado em termos de inteligência emocional e que seja capaz de praticar uma comunicação e escuta efetiva, a saber como estipular metas e a forma como essas metas vão ou não funcionar. É necessário inclusive que consiga de certa forma entender o estilo comportamental daquele indivíduo para que ele possa utilizar as ferramentas adequadas, e isto é Individualização. Individualização é considerar o individuo, é conhecê-lo profundamente – ao ponto de conseguir transformar as suas fraquezas em forças.

Agora desmistificando a questão dicotómica do que é a nutrição comportamental.

A nutrição é uma só e o comportamento está presente em todo e qualquer ato no indivíduo.

Cada vez mais está clara a necessidade de o nutricionista ter um olhar diferente para o indivíduo – nutrição comportamental ou comportamento alimentar – ele não é um olhar, ele é uma abordagem, mas o olhar enquanto profissional, esse sim precisa mudar, precisa ser diferente.

Eu referi acima apenas o exemplo da obesidade, do aumento dos indivíduos com obesidade, da população que cada vez se alimenta pior e não melhor, mesmo com tanto nutricionismo nas redes sociais. Mas eu poderia citar aqui também o quanto a alimentação é utilizada como uma ferramenta para atingir um objetivo estético e como isso frequentemente degenera para elevados níveis de disfunção no comportamento alimentar (de que nem atletas estão imunes). Artigos científicos muito recentes mostram que a prevalência de transtornos alimentares em atletas é ainda maior do que na população em geral. Ela é ainda maior em desportos em que a estética corporal está mais em evidência, como a dança e a natação.

O olhar sobre a nutrição precisa mudar. A nutrição como ciência, uma ciência que promove saúde e saúde não significa um corpo esteticamente adequado aos padrões, saúde significa um bem-estar físico, mental e emocional. Cabe-lhe na prática compensar também os estragos de quem busca chegar à moda estética dominante e acaba por se desequilibrar e até desnortear em termos alimentares.

Nutricionista na Clínica Medicina Integrativa Dr. Nuno Pacheco

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Alimentação e depressão: estamos o que comemos? https://nunopacheco.pt/alimentacao-e-depressao-estamos-o-que-comemos/ Mon, 14 Nov 2022 12:41:09 +0000 https://nunopacheco.pt/?p=984 A quantidade de informação sobre alimentação e depressão pode levar-nos a pensar que“agora” é moda falar de “comida saudável” e “saúde mental”. A verdade, é que é bemmais que uma moda. Percebermos – e atuarmos – na relação entre alimentação edepressão não só é importante como urgente. A alimentação influencia profundamente a saúde mental.O sistema […]

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A quantidade de informação sobre alimentação e depressão pode levar-nos a pensar que
“agora” é moda falar de “comida saudável” e “saúde mental”. A verdade, é que é bem
mais que uma moda. Percebermos – e atuarmos – na relação entre alimentação e
depressão não só é importante como urgente.

  1. A alimentação influencia profundamente a saúde mental.
    O sistema nervoso central – onde está o cérebro – precisa de componentes da
    alimentação para funcionar. Façamos um paralelismo com o nosso carro:
    → O nosso carro precisa de peças que vêm de uma fábrica. O sistema nervoso central
    também e algumas delas vêm obrigatoriamente da alimentação – como o ómega-3 dos
    peixes gordos e das sementes!
    → O nosso carro tem um sistema de transmissão essencial ao seu funcionamento. O
    nosso sistema nervoso central também tem um sistema de transmissão do qual não pode
    prescindir. E mais uma vez de onde vêm alguns desses componentes? Da alimentação!
    Constituintes de proteínas, vitaminas, minerais e determinadas gorduras são
    particularmente essenciais para o sistema de transmissão cerebral.
    → O nosso carro precisa de um determinado tipo de combustível. O nosso cérebro
    também! E mais uma vez a alimentação contribui para esse combustível.
    Tal como num carro, devemos dar ao nosso corpo os ingredientes indispensáveis ao
    seu correto funcionamento.
  2. A nossa alimentação está desequilibrada.
    Podemos resumir a alimentação dos portugueses com uma balança em desequilíbrio em
    que o baixo consumo de legumes, leguminosas e frutas é quase catapultado pelo
    consumo excessivo de carne, refrigerantes e bebidas açucaradas (as de fruta também
    contam sim!), sal e fontes de gordura. Mas Portugal não é o único nesta tendência.
    Desequilíbrios alimentares semelhantes têm sido descritos em todo o mundo.
  3. A alimentação desequilibrada parece ser um fator de risco de depressão.
    A depressão é uma perturbação mental complexa, que vai muito para além de um estado
    de tristeza profundo. A depressão é altamente incapacitante e tem um impacto profundo
    na saúde, longevidade, a nível económico e social. A percentagem de pessoas com
    depressão tem vindo a aumentar ao longo dos anos pelo que é essencial travarmos esta tendência e atuarmos naqueles fatores de risco que conseguimos. De facto, sabe-se que hábitos alimentares ricos em alimentos processados (olá chouriços, fiambres, salsichas!), fritos, doces, cereais muitos brancos e refrigerantes podem aumentar o risco de vir a ter depressão no futuro. Mas pode haver solução!
  1. A alimentação adequada parece proteger do desenvolvimento de depressão
    Parece que podemos usar a alimentação como nosso aliado na prevenção de
    depressão. Pessoas que aderem à alimentação mediterrânica – que privilegia o consumo
    de peixe, leguminosas, legumes, frutas, frutos secos, cereais pouco refinados, o uso
    de azeite como única gordura e métodos de confeção simples – apresentam menos
    risco de desenvolver depressão que aquelas que com uma alimentação desequilibrada.
  2. A alimentação adequada pode aumentar a eficácia dos antidepressivos.
    Embora a alimentação equilibrada possa prevenir o desenvolvimento de depressão,
    não parece substituir o potencial terapêutico dos antidepressivos, por si. Mas não é
    caso para desesperos. Parece que uma alimentação adequada pode potenciar o efeito
    do tratamento, diminuindo os sintomas depressivos em indivíduos com depressão.
    É importante referir que, na depressão, a motivação para preparar refeições,
    principalmente adequadas, pode estar diminuída. Neste caso, o trabalho conjunto com
    nutricionista e psicólogo/a é de especial importância para desenvolver ferramentas
    necessárias para pôr uma alimentação adequada em prática e melhorar a sua saúde mental.
  3. Alimentação adequada é saúde.
    Alimentação adequada é aquela que é equilibrada, variada e adaptada aos estilos e
    fase de vida de cada um. Alimentação adequada é aquela que potencia a nossa saúde,
    deve ser avaliada junto do nutricionista, e pode (e vai) mudar ao longo da vida.
    A alimentação faz parte do que somos: da nossa identidade cultural, social e biológica. E
    também faz parte do nosso bem-estar, da forma que nos sentimos e estamos.
    Voltando ao carro: se não pomos gasolina num carro a gasóleo porque havemos de dar
    uma alimentação desequilibrada ao nosso corpo? Será que temos o mesmo cuidado com
    o nosso corpo que temos com o nosso carro?

Mª Inês Delgado (2200N)

Para ir mais além:
https://ian-af.up.pt/sites/default/files/IAN-AF%20Relat%C3%B3rio%20Resultados_0.pdf
https://www.thelancet.com/article/S0140-6736(19)30041-8/fulltext
https://ajp.psychiatryonline.org/doi/10.1176/appi.ajp.2009.09121746
https://www.mdpi.com/2072-6643/14/7/1398

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